
Venho do canto mais escuro da Terra
Do ventre da Mãe dos tempos ocultos
Da mais significativa de todas as eras...
Venho de onde nenhuma canção me é estranha,
Onde sentir dor não acanha...
Descendo daqueles que não morrerão,
Daqueles que nunca sentiram o ardor do perdão
Por que jamais tiveram o que perdoar...
Fui gerada na água da vida, no seio do mar,
Por rimas compostas pelo sopro do ar,
Onde o fogo arde a lenha seca sem queimar...
Ninguém se perde na vida sem antes caminhar,
Traçar seu destino torpe, sem tropeçar...
Como quem quer alcançar, não se sabe o quê, a largas passadas
Chegar onde sem saber quando
Resgatar um corpo que bóia em mágoas afogadas
Olhar o horizonte e ver pássaros em bando...
É como traçar uma linha reta com vareta torta,
Saber aonde ir sem ter onde chegar.
É querer entrar sem bater à porta;
Ver a noite cair sem querer na escuridão tocar...
Como quem quer mudar aquilo que não te pertence,
Querer ver o que não é aparente...
Acender uma vela sem que haja chama
Se perder por perto e não voltar atrás...
Nesse mundo avesso que por socorro clama
Realizar algo para o qual não se sente capaz.
Perguntar e não querer resposta,
Pedir ajuda e não estar disposta...
Então, retorno para onde sequer saí
Recuperando o tempo que nunca perdi
Pro colo da Mãe que nunca me abandonou,
Para um sonho que você também não sonhou...
De alma terna, limpa e nua
Olhando as mechas de luz da Lua...
Do ventre da Mãe dos tempos ocultos
Da mais significativa de todas as eras...
Venho de onde nenhuma canção me é estranha,
Onde sentir dor não acanha...
Descendo daqueles que não morrerão,
Daqueles que nunca sentiram o ardor do perdão
Por que jamais tiveram o que perdoar...
Fui gerada na água da vida, no seio do mar,
Por rimas compostas pelo sopro do ar,
Onde o fogo arde a lenha seca sem queimar...
Ninguém se perde na vida sem antes caminhar,
Traçar seu destino torpe, sem tropeçar...
Como quem quer alcançar, não se sabe o quê, a largas passadas
Chegar onde sem saber quando
Resgatar um corpo que bóia em mágoas afogadas
Olhar o horizonte e ver pássaros em bando...
É como traçar uma linha reta com vareta torta,
Saber aonde ir sem ter onde chegar.
É querer entrar sem bater à porta;
Ver a noite cair sem querer na escuridão tocar...
Como quem quer mudar aquilo que não te pertence,
Querer ver o que não é aparente...
Acender uma vela sem que haja chama
Se perder por perto e não voltar atrás...
Nesse mundo avesso que por socorro clama
Realizar algo para o qual não se sente capaz.
Perguntar e não querer resposta,
Pedir ajuda e não estar disposta...
Então, retorno para onde sequer saí
Recuperando o tempo que nunca perdi
Pro colo da Mãe que nunca me abandonou,
Para um sonho que você também não sonhou...
De alma terna, limpa e nua
Olhando as mechas de luz da Lua...





