quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Samantha


És parte do profano e do sagrado,
Do tempo que te divide em partes iguais.
És, no deserto, o caminho que foi traçado
Na areia, por serpentes rivais.

Tua alma foi criada em noite de lua cheia
Abrindo os portais do mundo,
Em uma roda em torno da fogueira.
Eram vivos os olhos que te cercavam,
O silêncio emitia um tom profundo,
Enquanto as mãos da Mãe te acariciavam.

És o tom que dá ritmo à loucura e à canção,
A essência do som que sibila no ar.
O ventre sagrado gerou teu coração,
És o pulso que bombeia o rio para o mar.

És o vento que provoca a tempestade,
Derivas de uma longínqua oração
Que ainda embala os sonhos da humanidade.
És da terra o sal, o caos da criação,
És o sol no fim da tarde
O poder é o desenho na palma da tua mão.

És menina, mulher e feiticeira
Senhora devota, moça recatada,
Tens a alma perolada
Pagã,amante faceira.

És no infinito,o contorno da estrela
És o que preenche o vago,
És do fogo uma centelha.
És o doce e o amargo.
Da beleza,és a sublime expressão.
Da Mãe,herdara a perfeição.

És o fim do que não finda,
O céu e o inferno da repetição.
Tuas mãos giram a roda da vida,
Todos os destinos,um dia,à ti pertencerão.

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