quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Maíra


Aqui há o reencontro dos que não se perderam,
Dos olhos repletos de um vago profundo,
De natureza morta, encharcada do que receberam.
Da dor que tiveram em não se compartilhar com o mundo...

A dádiva da dor martiriza e ensina,
Os erros e tropeços mostram que não foi em vão.
Do caos à tempestade, a Lua é tua sina,
Aprende sem sofrer, liberta-te do porão.
Abra tua alma, parva menina...
Não te lamuries, execra a solidão.

Seca tuas lágrimas e faz por merecer,
És parte e essência de quem te criou.
Tão forte e latente pulsa em teu ser
Frações d’alma da Mãe que te gerou.

Ouça o silêncio profundo e sereno,
Reconhece em teu ser o dom de ainda poder sonhar
Agradeça com um simples sorriso ameno
Por ainda ter em quê acreditar.

Ainda és semente de tempestade
Adormecida, mas fecunda e imortal.
Acorda em ardor antes do fim da tarde
Esqueça as regras, a podridão e a moral.
Já é finda a era da realidade
Abdica de tudo que a ti for banal.

Dê graças ao poder que tens sobre tua própria vida
Rompa os lacres do teu coração
Sele com brasa tuas feridas.
Desamarra tua alma, faz teu próprio perdão...

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. olaa... lindo o poema... sou prima da Kamilla, e ela fez questão de me mostrar porque seu poema tem o meu nome..
    Abraço... sucesso em 2009

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